Lançamento do Doc Volume Vivo – episódio 2

Aconteceu na quinta passada, na Sala Crisantempo em São Paulo, o lançamento oficial do segundo episódio do Volume Vivo, um documentário produzido pelo diretor Caio Ferraz, e dividido em 4 episódios que procura explorar as causas e possíveis soluções para a crise da água que paira sobre o Sudeste do país. Caio também esteve envolvido na direção do excelente Entre Rios, um documentário que conta como ocorreu o processo de urbanização de São Paulo, e como a cidade “enterrou” seus corpos d’agua numa sequência impressionante de medidas.

O segundo episódio do Volume Vivo  – Água de Dentro, se debruça sobre o conceito e importância fundamental da gestão local e integrada das águas urbanas, reconhecendo a falência do modelo adotado em São Paulo, e em outros tantos lugares do mundo, de valorizar a busca de água em outras bacias em processos de transposição, em detrimento da água local, ou água de dentro (da bacia hidrográfica), como colocado no filme. Por trabalhar com este principio da gestão local das águas pude contribuir diretamente com a conceituação do episodio, e tive a oportunidade de explorar parte do conteudo no próprio filme, que já está disponível online a partir de hoje! Assista, partilhe, leve adiante! As soluções são mais simples do que pode se imaginar, a julgar pela dimensão da crise, confira!

Guilherme Castagna

 

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Mostra Rios e Ruas, e o despertar de Sampa para seus rios

Você sabia que SP tem mais de 3.000km de rios escondidos abaixo do asfalto? Se este número te soa estranho venha se surpreender com os fatos, fotos, e todo conteúdo explorado pela Mostra Rios e Ruas, que acontece na Praça Victor Civita até o dia 31/Julho, e que conta hoje com uma oficina tocada pela iniciativa Rios e Ruas, junto à programação do Planeta no Parque 2014.

A iniciativa coordenada pelos queridos José Bueno e Luiz de Campos Jr, inspiradora da Mostra de mesmo nome, leva as pessoas a conhecerem nascentes e rios da cidade, resgatando a história e os motivos que a levaram a esconder seus rios e córregos, mostrando os enormes impactos negativos dessa escolha, e discutindo os caminhos possíveis para trazer os rios novamente à tona. As oficinas acontecem a pé ou de bicicleta, percorrendo os caminhos das nascentes à foz, traduzindo os sinais da presença da água na paisagem urbana aos olhares destreinados: taiobas, lírios e figueiras mostrando a presença invisível da água em praças e áreas verdes, nascentes de água límpida brotando em meio ao concreto, água bombeada do subsolo dos prédios na sarjeta das ruas, são apenas alguns sinais. Alem das expedições, a Mostra Cultural expõe conteúdo instigante em infográficos, fotos e textos expostos em painéis na Praça, além de trabalhos com a visão singular de artistas sobre a cidade e sua relação com a água, do grafite do Zezão, às instalações de Eduardo Srur, e desenhos, pinturas e ilustrações de Danilo Zamboni, Paulo Von Poser e Carla Caffé.

A Mostra sensibiliza, pela consciência e pelos sentidos, para a adoção de uma nova forma de se relacionar com a Água nas cidades, o mote que move a Fluxus desde sua criação. É uma alegria e uma honra fazer parte deste movimento, de pessoas e instituições dedicadas e apaixonadas pela causa, gente que faz! Confiram e atentem aos novos passos da Mostra, vem coisa boa por ai!

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Iniciando 2013, e entrevista na rádio CBN sobre despoluição do Rio Sorocaba

Querid@s amig@s,

Retomando formalmente nossos trabalhos após o período de festas, e abençoados pelas chuvas que nos regaram nesse período, compartilho uma entrevista oferecida em 20/Dez ao programa Cidades Sustentáveis, da rádio CBN, sobre o inspirador programa de despoluição do Rio Sorocaba, algumas reflexões sobre a viabilidade e sobre os desafios inerentes à implantação de programas similares em São Paulo, e sonhos de convivência harmônica com os rios da metrópole.

http://cbn.globoradio.globo.com/colunas/cidades-sustentaveis/2012/12/13/RIO-SOROCABA-E-A-PROVA-DE-QUE-E-POSSIVEL-DESPOLUIR-UM-RIO.htm

Desejamos a tod@s um 2013 de plenitude e realizações, regado por banhos de alegria e pelos aprendizados proporcionados em 2012. Gratidão a todos os clientes, parceiros e amig@s pela oportunidade de permitir com que nossos trabalhos fortaleçam o estabelecimento de uma nova Relação com a Água nas cidades e no campo, em todos os sentidos.

  • Rádio CBN
  • Castro Mello Arquitetos
  • Benedito Abbud Arquitetura Paisagística
  • EcoArenas
  • Peter Webb
  • SPAventura
  • IPESA
  • iBiosfera
  • Grupo Oficina
  • Zabo Engenharia
  • ONG Girassol
  • Item 6 Arquitetura
  • Archidomus Arquitetura
  • Fundação Julita
  • EcoSapiens
  • Felipe Barros Videoarte
  • Adolfo Borges
  • MaisArgumento
  • ABCP – Soluções para Cidades
  • FCTH, na pessoa do Prof. Luiz Orsini
  • Prof. Nilo Nascimento e Prof. Márcio Baptista, Depto Hidráulica-UFMG
  • Rede Nossa São Paulo – Plataforma Cidades Sustentáveis
  • Rios e Ruas
  • Ecofocus
  • Sérgio Pamplona
  • Casa dos Hólons
  • Janell Kapoor
  • Tomaz Lotufo e Escola da Cidade
  • Prof. Plínio Tomaz
  • Ampliare Arquitetura
  • Sérgio Sampaio Arquitetura
  • Brock Dolman
  • Herbert Dreisetl
  • John Todd e Ocean Arks Int’l
  • Michael Braungart e Douglas Mulhall, EPEA Hamburg
  • EPEA Brasil
  • OIA
  • DEPAVE – SVMA/PMSP
  • Humanaterra
  • Floresta dos Unicórnios
  • Morada da Floresta
  • Casa Jaya
  • Livraria Tapioca.Net

Com nossas melhores vibrações,

Guilherme Castagna e Equipe Fluxus

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33 bairros de SP ainda despejam esgoto no Tietê – dá pra acreditar?

Morumbi, Ipiranga e Vila Mariana são alguns que ainda não têm a rede das casas conectada aos coletores e estações de tratamento

07 de julho de 2010 | 0h 00
Eduardo Reina – O Estado de S.Paulo

Trinta e três bairros de São Paulo, entre eles Morumbi, Vila Mariana, Santo Amaro e Ipiranga, ainda despejam parte de seu esgoto no Rio Tietê. Eles não têm a rede das casas ligada aos coletores-tronco que levam os dejetos para estações de tratamento. Também fazem parte da lista Jabaquara, Aricanduva e Casa Verde. Na Região Metropolitana de São Paulo, 16 cidades apresentam o mesmo problema.

São ao menos 3,5 milhões de pessoas na Grande São Paulo sem esgoto tratado. O número se refere apenas aos 34 municípios da região atendidos pela Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp). Em outras cinco cidades, o serviço fica a cargo de empresas municipais.

As estações de tratamento já existem. O governo estadual promete construir, nos próximos cinco anos, 768 quilômetros de sistema coletor de esgoto, a tubulação que recebe os dejetos das casas e leva para o tratamento.

Desse total, 105 quilômetros estão em obra na capital e nove cidades da Grande São Paulo. A instalação de outros 662 quilômetros está em licitação, que deve ser concluída em dezembro. Eles atenderão os bairros da capital ainda sem rede coletora e outros 16 municípios da Grande SP. Até hoje, 190 quilômetros já foram executados em parte de 62 bairros da capital e cinco municípios da área metropolitana.

Fase 3. O plano integra a fase 3 do Projeto Tietê, iniciado há 18 anos e que já consumiu mais de R$ 3 bilhões. Os 958 quilômetros de redes coletoras vão se integrar às já existentes, com 18 mil quilômetros de extensão. Parece ser um número grande, mas é insuficiente diante da gravidade do problema de poluição das águas dos rios e mananciais da Grande São Paulo.

Hoje, apenas 85% do esgoto da Região Metropolitana é coletado. Isso equivale a jogar nos rios e represas cerca de 2.550 litros por segundo de dejetos in natura. E dos 14.450 l/s coletados, apenas 10.115 l/s são tratados. O restante é despejado nos rios por falta de coletores-tronco. Em um dia, 596,5 milhões de litros de esgoto são despejados nos córregos e rios da Grande São Paulo, indo parar no Rio Tietê. É o mesmo que esvaziar 238,6 piscinas olímpicas de sujeira pura no principal rio do Estado.

Há quem discorde dos números da Sabesp sobre o esgoto gerado pelos mais de 20 milhões de habitantes da Grande São Paulo. O engenheiro Júlio César Cerqueira Neto, ex-presidente do Comitê da Bacia do Alto Tietê, diz que são produzidos 65 mil l/s de esgotos sanitários. “Então, mais de 50 mil l/s de esgoto contribuem para poluir os rios.”

A poluição das águas por esgoto é um problema de saúde pública. Os esgotos domésticos têm bactérias que causam cólera, hepatite infecciosa, disenteria, micoses, conjuntivites, otites e febre tifoide, segundo especialistas em saúde.

Contrato. Até o final do mês, a Sabesp deve assinar contrato de novo financiamento no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) no valor de US$ 600 milhões para a terceira etapa do Projeto Tietê. Outros US$ 200 milhões dos cofres estaduais também serão investidos. As tubulações levarão parte do esgoto para as cinco estações de tratamento: ABC, Barueri, Parque Novo Mundo, São Miguel e Suzano. Juntas, elas têm capacidade de tratar quase 16 mil l/s.

Segundo o governo estadual, no fim da terceira etapa, em 2015, 87% da população da Grande São Paulo terá coleta de esgoto e 84% desse montante será tratado. Os 958 quilômetros de coletores-tronco deverão custar R$ 2,04 bilhões.

Lá tem…

Paris, França
O projeto de limpeza do Rio Sena, em Paris, durou mais de 70 anos. Ele recebia parte do esgoto doméstico, como em São Paulo. Mas o rio francês apresenta vazão de 50 mil litros por segundo – aqui, chega-se a 34 mil l/s.

Seul, Coreia do Sul
O Cheonggyecheon dividia a cidade de Seul ao meio e foi canalizado em 1978. A prefeitura construiu um “Minhocão” sobre o rio. Nesta década, as pistas foram demolidas, a região revitalizada, as águas despoluídas e o local hoje é utilizado para lazer.

– Projeto Tietê

1ª fase (1992 a 1998)
Com verba de US$ 1,1 bilhão, incluiu a construção de três Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs): ABC, São Miguel e Parque Novo Mundo. Além de 1,8 mil km de coletoras-tronco, interceptores e redes coletoras. Ampliou a coleta para 1 milhão de moradores – índices passaram de 63% a 80%. Já os de tratamento subiram de 20% a 62%.

2ª fase (1998 a 2009)
Com verba de US$ 400 milhões, atendeu mais de 1 milhão de pessoas, com 1,6 mil km de tubulações e foco no Rio Pinheiros. Os índices de coleta passaram de 80% para 84% e os de tratamento, de 62% para 70%.

3ª fase (2010 a 2015)
Com verba de US$ 800 milhões, compreende a construção de 958 km de coletores-tronco e interceptores. Ampliará a capacidade de tratamento em 7,4 mil litros por segundo. No final, estima-se que atenderá 87% da população.

4ª fase (2015 a 2018)
Com verba indefinida, pretende universalizar a coleta e o tratamento de esgoto na Grande SP. Além de atender 3 milhões de pessoas que habitam regiões invadidas e áreas irregulares.

Fonte: 33 bairros de SP ainda despejam esgoto no Tietê

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