Projeto pioneiro: tratamento de águas complexas no Centro de Resgate e Despetrolização de Araruama

Está sendo implantado, no município de Araruama (RJ), o Centro de Resgate e Despetrolização (CRD) de animais, um espaço dedicado ao cuidado de animais marinhos vitimados por diversas situações como colisões, pesca, poluições e, ainda, de contato com derramamentos acidentais de petróleo. Ali, pinguins, tartarugas, golfinhos e outros animais impactados são acolhidos, tratados e devolvidos ao ambiente. Mas, junto com essa nobre missão, surge também um desafio invisível: como desenhar uma infraestrutura integrada para o abastecimento, manejo de água de chuva (drenagem) e tratamento de “esgoto” para um empreendimento localizado próximo à sensível região das lagoas de Araruama, a maior massa de água hipersalina do mundo? E em especial, como manejar a água gerada nesse processo de cuidado com os animais? 

A complexidade da água no CRD 

A melhoria da qualidade da água servida (esgoto) produzido em um local como esse não se assemelha ao de uma clínica veterinária convencional. Trata-se de um cenário singular em complexidade, que reúne diferentes tipos de efluentes: 

  • Águas salinas provenientes dos tanques de animais marinhos; 
  • Águas doces de banheiros, pias, lavanderia e áreas de apoio; 
  • Águas contaminadas com petróleo proveniente da despetrolização dos animais; 
  • Resíduos de medicamentos, antibióticos, limpeza hospitalar e reagentes químicos oriundos da área veterinária, laboratórios e necropsia; 
  • Óleos, graxas e areia carregados da lavagem de equipamentos. 

Essa mistura resulta em uma água salobra, carregada de contaminantes e com alta carga orgânica, de difícil tratamento. Além disso, exige grande flexibilidade no manejo dos volumes diários e na adaptação à variabilidade da composição do esgoto, demandando soluções projetadas sob medida. 

A solução criada pela Fluxus 

Além de uma consultoria aplicada ao desenvolvimento de uma estratégia de manejo integrada de Água, a Fluxus foi responsável pelo desenvolvimento do projeto executivo de tratamento das águas servidas no CRD, concebendo uma solução pioneira e inovadora para dar conta dessa complexidade. O sistema projetado combina: 

  • Pré-tratamento com gradeamento e desarenação; 
  • Tanque de equalização aerado, que homogeniza as águas que chegam e inicia o processo de estabilização; 
  • Wetlands franceses de dois estágios, capazes de tratar o esgoto bruto de forma natural e eficiente; 
  • Lagoas de polimento com macrófitas e peixes, que aprimoram a qualidade final da água e ampliam a biodiversidade do espaço, e produzem biomassa para compostagem e restauração do solo no Centro; 
  • Infiltração em área plantada, que promove a disposição segura e sustentável da água tratada no solo; 
  • Possibilidade de outros reuso futuro, previsto para eventuais necessidades futuras com fins não-potáveis (rega, lavagem de áreas, e descarga de vasos sanitários). 

Além de tratar os efluentes, o arranjo concebido valoriza a biodiversidade local, criando um ambiente que serve de abrigo e alimentação para pássaros e insetos da região. 

Por que nosso projeto é pioneiro? 

O grande diferencial está em lidar com uma água que reúne, ao mesmo tempo, salinidade, contaminantes de origem veterinária, alta carga orgânica, resíduos de petróleo e graxa, e elementos sólidos como areia, além de grandes variações no volume de tratamento.  

O uso dos wetlands franceses de dois estágios, associado às lagoas de macrófitas e infiltração em uma área plantada, mostra que é possível unir tecnologia, natureza e inovação para transformar águas altamente poluídas e complexas em um cenário com plantas, lagos e biodiversidade. 

Mais do que saneamento: cuidado com a vida 

O CRD de Araruama é, ao mesmo tempo, um espaço de resgate e recuperação de animais e um laboratório vivo de soluções sustentáveis para o tratamento de águas. Ele demonstra que mesmo os efluentes mais desafiadores podem ser tratados com responsabilidade e visão ecológica. 

E este laboratório vivo não ficará escondido, o CRD também será um espaço de educação ambiental aberto para visitantes, escolas e crianças. Pois mais do que tratar água, o projeto cuida da vida — a vida de cada animal resgatado, da biodiversidade local e do ecossistema marinho como um todo. 

Ilustração de Fefa Nigro

Você pode encontrar mais informações sobre este projeto, incluindo desenhos ilustrativos, acessando nosso portfólio: https://fluxus.eco.br/portfolio/

Parceiros neste projeto: Instituto BW (@institutobw) e Terramare Consultoria (@terramare_agua)

Acompanhe nossos trabalhos em pelo nosso Intragram: fluxus.eco.br

Até breve!

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Jardins de Chuva em São Paulo: aprendizados, desafios e próximos passos

Os jardins de chuva são uma das Soluções Baseadas na Natureza (SbN) mais promissoras para as cidades. Além de ajudarem a reduzir alagamentos, também oferecem benefícios ambientais e sociais: melhoram a qualidade da água e do ar, ampliam o conforto térmico, acolhem a biodiversidade e criam espaços mais saudáveis para a população.

Mas, afinal, como São Paulo tem implantado essa solução? Quais os avanços, desafios e oportunidades para fortalecer o programa municipal?

Essas foram algumas das perguntas que motivaram o encontro Diálogos VerdeAzul – Drenagem e SbN: Implantação de Jardins de Chuva, promovido pela Prefeitura de São Paulo dentro da programação do Junho Verde. O evento reuniu projetistas, pesquisadores e representantes da gestão pública em um espaço de troca e reflexão coletiva.

Entre os convidados, esteve Guilherme Castagna, da Fluxus Design Ecológico, que trouxe a experiência prática acumulada em projetos de drenagem sustentável e destacou:

  • A ausência de uma estratégia integrada que identifique onde os jardins de chuva são mais eficazes;
  • Os resultados de estudo realizado em 2023 pela FMU e pela SVMA, avaliando impactos sobre alagamentos em microbacias urbanas;
  • Problemas recorrentes de projeto, execução e manutenção observados em campo — como jardins mal localizados, falta de dados adequados e ausência de responsabilidade clara pela manutenção;
  • A necessidade de enxergar os jardins para além da drenagem, reconhecendo seus múltiplos benefícios ambientais e sociais;
  • Experiências inovadoras, como programas de manutenção que envolvem mão de obra social, incluindo ex-moradores de rua.

🌱 O objetivo central foi construir, de forma colaborativa, caminhos para a evolução do programa de Jardins de Chuva em São Paulo, aproximando academia, poder público e projetistas.

👉 Confira a apresentação de Guilherme Castagna no canal do YouTube da Fluxus.
Clique no link e acompanhe suas reflexões sobre os jardins de chuva em São Paulo: https://www.youtube.com/watch?v=BW__umBalGM

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Escola do Quilombo Bracuí – construindo um novo olhar para a Água

Em Angra dos Reis, na comunidade quilombola Bracuí, emerge um projeto transformador na escola local. Este empreendimento transcende a simples construção física, configurando-se como um laboratório vivo de aprendizado que une manejo integrado da Água e educação de forma inovadora, proporcionando ricas oportunidades de exploração e interação para alunos, professores e toda a comunidade.

A filosofia deste projeto foi a de criar um ambiente educacional que ultrapassa os limites das salas de aula convencionais, engajando os estudantes diretamente com o ciclo da água e práticas sustentáveis. As instalações são projetadas para serem atrativas e visualmente informativas. Tubulações coloridas e sistemas aparentes não apenas simplificam o entendimento dos processos de manejo da água e esgoto, mas também estimulam a curiosidade e o envolvimento ativo dos estudantes.

Devido ao lençol freático alto, todos os sistemas foram elevados, evitando a contaminação e garantindo a eficácia do tratamento e da distribuição da água. Os sistemas aparentes também são um chamariz para despertar o interesse de quem olha, entender seu funcionamento e compreender como a engenharia pode se adaptar às caracteristas de cada local.

A água de chuva é um destaque a parte, pois traz para os alunos a melhor compreensão do ciclo da água. Esta água de chuva abastece a nascente usada para os fins potáveis, é captada do telhado para usos não potáveis e também é recebida pelos jardins de chuva, que infiltram lentamente esta água, abastecendo o lençol freático e ajudando no desenvolvimento das plantas, que, por sua vez, auxiliam no ciclo da água. Os jardins de chuva exercem também a função de fortalecimento da identidade quilombola, pois foram pensados para que plantas da cultura local fossem inseridas e valorizadas, trazendo um aspecto paisagístico, cultural e artístico.

Os processos de filtragem e desinfecção da água, também visíveis, podem ser exploradas junto às crianças, assim como os processos de tratamento do esgoto, com etapas anaeróbias e aeróbias acontecendo. O biodigestor transforma esgoto em gás para a cozinha da escola, o que abre um leque de possibilidades a serem discutidas dentro de ciência, ecologia, microbiologia, física, química e bioquímica, para as mais diversas faixas etárias. Desde os mais novos estudantes, até àqueles com mais tempo de estrada.

Outro ponto centro deste projeto foi pensar estratégias para criar soluções que pudessem ser operadas e cuidadas pela própria comunidade, de simples manutenção e compreensão. Deste modo, a autonomia e autogestão podem ser praticada pelos adultos e apreendida pelas crianças que observam.

Este projeto na Escola do Quilombo Bracuí destaca-se como um ambiente de aprendizado exploratório e palpável, que não só aborda as necessidades físicas do manejo da água, mas também inspira toda uma comunidade a valorizar e proteger seus recursos naturais, promovendo um futuro mais sustentável e autônomo.

A joyful image of a young Black child playing in a river. The child is splashing and having fun in a shallow, clear river surrounded by lush greenery and pebbles. The child is wearing swim shorts and a bright smile, engaging actively with the natural environment. The background is filled with trees and a clear blue sky, conveying a peaceful and playful outdoor setting.

Se quiser saber mais sobre este projeto, acesse nosso portfólio no site em: https://fluxus.eco.br/portfolio/escola-no-quilombo-bracui-2023/

Lá você poderá ter mais informações técnicas e acessar os fluxogramas e ilustrações do projeto.

Até breve!

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Uma Ilha Isolada em Paraty – Superando desafios

No desenvolvimento de projetos sustentáveis, muitas vezes nos deparamos com desafios que exigem soluções criativas e eficazes. Recentemente, a Fluxus teve a oportunidade de trabalhar em um projeto em uma ilha isolada, onde a única fonte de água disponível era um poço com água salobra, e a água que era levada do continente, em bombonas, de barco. A complexidade dessa situação nos levou a buscar alternativas inovadoras para atender às necessidades de abastecimento e tratamento de esgoto, respeitando o ecossistema local.

O principal desafio foi garantir que o sistema de tratamento não apenas funcionasse, mas também se integrasse harmoniosamente ao ambiente natural, considerando que a área é cercada por mata nativa e destinada a uma casa de veraneio. Outro desafio era tratar o esgoto em alta nível de qualidade, pois a praia era logo ali. Com isso em mente, nossa equipe propôs uma abordagem integrada, focando na eficiência e na sustentabilidade.

Desenvolvemos um sistema que aproveita a água da chuva, direcionando-a para um reservatório que, além de armazenar a água, permite sua redistribuição para as residências. O tratamento do esgoto foi projetado em etapas, garantindo que a água tratada fosse infiltrada no solo ou reutilizada para irrigação, promovendo a vegetação local.

Esse projeto é um exemplo claro de como é possível enfrentar os desafios impostos por locais isolados, criando soluções que não apenas atendem às demandas humanas, mas também respeitam e potencializam a natureza. Ao implementar essas inovações, demonstramos que é viável harmonizar o desenvolvimento humano com a preservação ambiental, oferecendo um caminho sustentável para o futuro.

Na Fluxus, acreditamos que desafios são oportunidades para inovar e criar um impacto positivo no mundo ao nosso redor. Seguiremos comprometidos em desenvolver soluções que promovam a sustentabilidade e a eficiência em cada projeto que realizamos.

Se quiser ver mais sobre este projeto acesse:
* Nosso portifólio, em nosso site: https://fluxus.eco.br/portfolio/
* Nosso Instagram: @fluxus.eco.br

Junte-se a nós nessa jornada em busca de um futuro mais azul e sustentável!

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Sustentabilidade em Ação no Vale do Paraíba: Projeto de Gestão de Água e Produção de Biogás

Concluímos recentemente um projeto especial no Vale do Paraíba, onde buscamos integrar soluções sustentáveis para a gestão de água e a produção de biogás, promovendo o uso responsável da água e do espaço habitado, de forma simples e eficiente. Este projeto é um exemplo de como é possível adotar tecnologias regenerativas em um contexto residencial e unifamiliares.

O Desafio
O objetivo deste projeto foi implementar sistemas que cuidassem do manejo das águas servidas e do reaproveitamento de resíduos orgânicos para a produção de biogás.

Soluções Implementadas

Sistema de Wetlands e Lagoa de Macrófitas

Neste projeto, utilizamos um sistema de tratamento de águas servidas através de Wetlands construídos. A água é tratada naturalmente com a ajuda de plantas macrófitas, que filtram e purificam. Ao final do tratamento, a água será utilizada na irrigação de frutíferas, criando um sistema fechado e que garante que ela retorne ao solo localmente.




Lagoa de Macrófitas

A lagoa de macrófitas não apenas contribui para o tratamento da água, mas também transforma o espaço em um ambiente paisagístico encantador, proporcionando um local tranquilo e agradável para contemplação e descanso, enquanto as plantas flutuantes desempenham seu papel na purificação da água.


Valas de Infiltração

Neste estágio, a água é direcionada para irrigar árvores frutíferas, garantindo uma redução do consumo da água para irrigação e potencializando a produção local de alimentos, já que a irrigação passa a ser feita por uma água rica em nutrientes.

Produção de Biogás

O biodigestor implantado neste projeto transforma os resíduos orgânicos da residência em biogás, que poderá ser utilizado para cozinhar alimentos. Essa solução, além de dar um destino útil aos resíduos, ajuda a reduzir o consumo de gás convencional, gerando economia e maior autossuficiência.

Impacto Ecológico

Este projeto demonstra um compromisso com a qualidade da água que é devolvida ao meio ambiente, além de oferecer uma solução eficaz para o tratamento de resíduos orgânicos gerados na residência. Ele ilustra como soluções práticas podem transformar um espaço residencial em um ambiente mais conectado com a natureza, ao mesmo tempo que trás um retorno financeirto, produzindo gás, reduzindo a demanda de água para irrigação e aumentando a produtividade das frutíferas

Venha Conversar Conosco!

Aqui na Fluxus, estamos sempre buscando maneiras de transformar espaços com soluções regenerativas. Se você deseja aplicar tecnologias como essas em sua casa ou projeto, entre em contato conosco. Vamos juntos criar espaços que cuidam do meio ambiente e promovem uma vida mais sustentável.

Vamos fazer a diferença! 🌱💡

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Como foi o Workshop Jardins de Chuva nas Cidades: Teoria, Visita e Reflexões

No dia 23 de março, ocorreu um evento marcante: o Workshop e Visita Técnica intitulado “Jardins de Chuva nas Cidades: Teoria, Visita e Reflexões”. Atendendo a pedidos de interessados, decidimos abrir o curso online e para nossa grata surpresa, contamos com a participação de pessoas não apenas do Brasil, mas também do exterior.

Para aqueles que puderam estar presentes em São Paulo para o curso presencial, foi uma oportunidade enriquecedora de imersão, onde tivemos a chance de interagir pessoalmente e trocar experiências com profissionais engajados em projetar jardins de chuva em todo o país.

Pela manhã, desfrutamos de diversas apresentações que abordaram conceitos, exemplos, referências e inspirações, contando com a contribuição de nomes como Guilherme Castagna e Thais Pimenta da Fluxus, Nik Sabey do @novasarvoresporai, Fernando Sassioto da @OS3Arquitetura, Cintia Dotto da prefeitura de Melbourne e Li Faria e Silva da @EscoladaCidade.

Após a parte teórica, os participantes tiveram a oportunidade de colocar em prática o conhecimento adquirido durante o curso, participando de um ateliê e esclarecendo dúvidas remanescentes. Os participantes online também se envolveram em um projeto real de uma das participantes em Recife, com orientação direta de Guilherme.

Na parte da tarde, para os participantes presentes em São Paulo, realizamos uma visita técnica para explorar três áreas da cidade que possuem jardins de chuva, desde aqueles já estabelecidos até os que estão em fase de implantação. A chuva, de forma providencial, abençoou todo o período da visita, proporcionando aos participantes a chance de observar na prática o funcionamento dos jardins, entender de perto as problemáticas apresentadas e discutir maneiras de contornar os desafios na implantação de jardins em espaços públicos, bem como aprimorar sua eficiência.

Os participantes saíram satisfeitos e ansiosos por mais conhecimento, solicitando um curso de aprofundamento. Estamos iniciando os preparativos para este curso, que será desenvolvido em um formato prolongado de estudo e prática, com encontros nos finais de semana e, provavelmente, com atividades práticas.

Se você ficou de fora dessa experiência incrível, por que não se junta a esta turma maravilhosa que se formou? Se a ideia agrada, compartilhe conosco!

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Fluxus em Portugal: Água e Parcerias

Caros amigos, como já informamos por aqui, iniciamos há algum tempo um plano de expansão de nossos trabalhos para Portugal, o que tem gerado novas frentes de atuação, novas parcerias, e novos desafios, e que compartilhamos por aqui:

Seguimos estreitando laços com Tamera, uma comunidade intencional estabelecida no sul de Portugal e com a qual já nos relacionamos há alguns anos. Por agora estamos atuando em três frentes principais:

  1. Apoiando o redesenho de longo prazo de espaços com vistas à criação de infraestrutura regenerativa e integrada para a gestão de água do conjunto de edificações da escola e da Vila Solar (Sollar Village);
  2. Em parceria com o Time de Ecologia de Tamera, estamos desenvolvendo projetos para a construção de Paisagens de Retenção Aquática – paisagens que integram a água de chuva na paisagem de forma a reconstruir o ciclo local d´agua recorrendo ao uso de lagos, swales (canais de infiltração), terraceamento, e outras tantas técnicas. O primeiro projeto conjunto está em fase final de desenvolvimento, e sua implantação começa já em Outubro, em Santiago do Cacém;
  3. Apoiando a parceria pioneira de Tamera, em especial de Martin Winiecki, com Rajendra Singh, o “Waterman of India”, para um plano de expansão dos trabalhos de Rajendra, agora na liderança da Comissão Popular Mundial de Secas e Enchentes (People´s World Comission on Drought and Flood). Ao trabalho visionário e premiado de Rajendra e de sua equipe no interior da Índia é atribuído a restauração de 7 rios, a redução da temperatura local média em 2ºC, a reversão do êxodo urbano, e um conjunto de outras grandes mudanças positivas na região. Neste espírito, cabe o destaque às palestras de Martin Winiecki (Tamera) e Rajendra Singh na Virada Sustentável, em São Paulo, imperdíveis!

  • Futuros pós-capitalistas: Construir uma cultura sustentável com comunidade, água e amor, com Martin Winiecki, dia 22/Set, 14:40:

ttps://www.viradasustentavel.org.br/atracao/futuros-pos-capitalistas-construindo-uma-cultura-sustentavel-com-comunidade-agua-e-amor

  • Um mundo livre de secas e inundações? Lições vitais da regeneração ecológica em grande escala na Índia, com Rajendra Singh, dia 22/Set, 17h:

https://www.viradasustentavel.org.br/atracao/um-mundo-livre-de-secas-e-inundacoes-licoes-vitais-da-regeneracao-ecologica-em-grande-escala-na-india

Um de nossos trabalhos em andamento em Portugal está acontecendo na Quinta Vale da Lama, uma propriedade agrícola e turística familiar que deu forma ao movimento de Permacultura em Portugal, e que vem sofrendo com a grave seca que tem atingido a maior parte do país, mas especialmente as regiões do Alentejo, e do Algarve. Nosso trabalho tem sido o de avaliar e oferecer um diagnóstico das condições atuais, e propor um redesenho completo dos sistemas de água compondo uma abordagem regenerativa e adaptada à nova realidade climática local, mesmo diante da redução das chuvas e do aumento da demanda de água, quer da operação agrícola, ou da operação de turismo em vista da ampliação do eco-resort Vale da Lama. Por agora apoiamos a Quinta com a divulgação com seu próximo Dia Aberto, no dia 23/Set, uma oportunidade de conhecer de perto a Quinta, incluindo suas áreas de cultivo, com direito à pizzas no forno a lenha e música ao vivo: https://www.instagram.com/p/Cw4c_9mNGEH/?img_index=1

Saudações aquáticas!

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Fluxus Apoia a criação da Plataforma Cidade Floresta

Criamos a plataforma Cidade Floresta!

Cidade Floresta busca um outro modo de habitar nossa oca-mundo. Aprendemos com os povos originários a ver a cidade-floresta, nosso território de ação. Juntos articulamos a Floresta e a Cidade.

Somos um núcleo de projetos de arquitetura e pesquisa aplicada em territórios originários, nas áreas urbanas e floresta.

Uma construção alternativa onde os ciclos naturais e a ação humana convivem para transformar o processo de urbanização extensiva em um processo de naturalização extensiva.

Em ações que unem os saberes tradicionais e as tecnologias modernas.

Através de desenhos construímos redes entre o poder público, o terceiro setor, entidades educacionais e povos originários.

Siga a gente no instagram: @cidadefloresta.forestcity

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Lançamento da vídeo-aula de Aproveitamento de Água de Chuva no Dia da Água (22/Mar)

A Água é um presente do Céu à Terra. É ela que traz vida, movimento, fluidez, limpeza, abundância, conforto, leveza. Toda a Natureza celebra sua chegada, festeja com toda beleza que ela trás e se revigora!

Em tempos antigos, ou ainda hoje se considerarmos os povos mais ligados à terra, a chuva também era celebrada pelos humanos. Relacionavam as chuvas a divindades e cultuavam-nas. Tlaloc era o deus da chuva na cultura Asteca; Chi Sung Tzu estava presente na cultura chinesa; Agnikumara era quem controlava as chuvas para os povos hindus; os incas veneravam a Ilyapa e os maias, a Chiccan. Na Mesopotânia a deusa An era a criadora do universo e responsável pelas chuvas, para os Navarros o deus Tonenili controlava as chuvas e o deus Tienoltsodi distribuía esta água doce pela Terra. Estes são apenas alguns exemplos de centenas de deuses relacionados à chuva, mundo afora. 

Para os Navarros, um deus era responsável por distribuir a água pela Terra, isto reflete o quão importante era, para eles, esta distribuição, pois se ela fosse mal feita ocasionaria escassez e colocaria a todos em risco de morte. Os povos antigos, sabendo das dificuldades que uma eventual escassez de água traria, usavam estratégias para reter a água da chuva que lhes era ofertada pelos Céus. Como um presente, aquela água não poderia ser descartada ou simplesmente mandada embora – deveria ser valorizada e aproveitada ao máximo, com gratidão!

Cisterna em Jerusalém, cerca de 950 a. C.

No entanto, com o passar do tempo e o distanciamento do homem da Natureza, foi-se perdendo a noção da importância que a Água tem para nossas vidas. A Água deixou de ser percebida em seus ciclos e passou a ser notada apenas quando sai (ou deixa de sair) das torneiras. Passou a ser vista como algo trivial, não mais se reconhecendo o presente que ela é.

As cidades e as casas passaram a ser planejadas para mandar para longe a água da chuva, os rios foram cobertos e a água passou a ser algo distante da vida humana. O homem passou a se deparar com a água, no seu modo natural, apenas quando a chuva aparece, e a chuva passou a ser vista como um atrapalhamento, um desconforto. Os ciclos sumiram, as cidades secaram! Quem sabe se não são os deuses das chuvas tentando mostrar para nós, humanos, o valor que a água tem?

Se forem os deuses se manifestando, eles estão tendo bons resultados! Nos últimos anos a população, de modo geral, vem se atentando mais às questões que envolvem o cuidado e aproveitamento respeitoso das águas. O poder público vem, a passos lentos mas consistentes, liberando e incentivando a captação de água da chuva. O mundo vem percebendo a importância deste tema! E a Fluxus, há tempos, vem levantando esta bandeira!

E hoje, com grande alegria, trazemos mais uma iniciativa que nasce da parceria entre Guilherme Castagna e Caio Ferraz, o Instituto Nova Água

Já na sua inauguração um presente é trazido para todos nós: o vídeo “O que é preciso considerar para desenvolver um projeto de captação e aproveitamento de água de chuva” e uma cartilha chamada “Guia Prático para captação e aproveitamento de água de chuva”, que apoia o vídeo trazendo um aprofundamento teórico sobre dimensionamentos, equipamentos e assuntos necessários para se desenvolver um bom projeto.

Imagem ilustrativa do vídeo.

Com este material você vai aprender os princípios básicos para pensar um sistema de captação e aproveitamento de água de chuva. Vai ficar mais fácil entender a importância dos ciclos das chuvas na sua região, assim como conceitos sobre dimensionamento de cisterna e reservatório elevado, bombas, filtros e equipamentos de desinfecção; quais são as escolhas mais adequadas para cada caso, os cuidados necessários para que se tenha uma água de boa qualidade e, também, para que se faça um uso sem desperdício desta Água!

Agradecemos ao Sesc Vila Mariana pelo apoio e pela parceria! O vídeo foi produzido como parte da programação em Educação para Sustentabilidade do SESC Vila Mariana.

Acompanhe também os canais do Instituto Nova Água

Conheça mais sobre o trabalho de Caio Ferraz e da Meridiano Filmes

Feliz Dia Mundial da Água!

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Comaru – Cooperativa Mista dos Produtores Extrativistas do Rio Iratapuru (2019 – 2021)

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