Aproveitamento de Água de Chuva – Case

A água da chuva é uma fonte abundante de água que cai sobre nós muitas vezes ao longo do ano, mas que normalmente não é utilizada. De fato, ela é geralmente drenada, removida para longe de nossas residências, contribuindo para a ocorrência de enchentes e para a “desidratação” da paisagem. Assim, os espaços urbanos drenam a água de chuva, no entanto, estes mesmos espaços ressecados requerem aporte de água, algo que convenhamos, é bastante ilógico.

No projeto da residência RES19-IAN, desenvolvido entre 2019 e 2020, a intenção foi ir na contramão deste costume, promovendo o aproveitamento e integração da água da chuva na paisagem. Para isto, algumas premissas foram adotadas: a água da chuva seria destinada ao consumo para fins não-potáveis, reduzindo o consumo de água potável da concessionária; e, parte da água da chuva seria infiltrada no próprio terreno, reduzindo a contribuição para as enchentes, recarregando o lençol freático e apoiando o desenvolvimento da vegetação  local, melhorando assim o microclima do entorno.

Quando iniciamos o trabalho tínhamos em mão um desafio duplo, primeiro a obra já estava em andamento e segundo um projeto anterior de captação de água de chuva, que tinha sido dispensado, já havia definido parte da infraestrutura de apoio. O local onde a cisterna estava sendo anteriormente instalada não permitiria o escoamento do excedente por gravidade, o que exigiu reavaliações e redefinições das instalações.

Com nossos ajustes, tornou-se possível usar a gravidade para conduzir o excedente e todas as premissas foram atendidas. Parte da água captada no telhado é direcionada imediatamente para um infiltrador subterrâneo, enquanto outra parte é pré-filtrada e armazenada em uma cisterna para uso posterior não-potável em vasos sanitários, torneiras para rega e limpeza de áreas externas, com o excedente da captação seguindo para um segundo infiltrador.

De acordo com estimativas das chuvas que costumam atingir a região, a residência tem potencial para captar mais de 200 mil litros de água e infiltrar mais de 100 mil litros ao longo do ano. Após a implantação do projeto mais de 50% da demanda de água para fins não potáveis será suprida pelas águas da chuva. Do total de água que cai sobre as coberturas, cerca de 99% é retido localmente, sendo destinado a usos internos ou à infiltração, deste modo, a residência praticamente não contribui com as enchentes de São Paulo.

 

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